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Publicações recentes

Imersões artísticas em paisagens sonoras rurais: relatos de experiência acústica, filosófica e de encontro com a Educação Ambiental

Os estudos sobre paisagem sonora vêm sendo discutidos em diferentes áreas do conhecimento e estabelecem um ambiente multidisciplinar, tanto no universo artístico quanto no de pesquisa. Pretende -se aqui estabelecer um espaço multidisciplinar do pensamento que relaciona arte, filosofia e meio a mbiente à comunidade rural, tendo os entornos escolares como centro da discussão. Relacionar, ainda, as práticas estéticas como principais elementos de encontro com novas possibilidades criativas, científicas e educativas. Neste caso, pretende -se apresentar o soundwalking como uma possibilidade de fruição no ambiente; como uma potente ferramenta de construção de saberes e experiências. Logo, associa -se essa prática às leituras de Jorge Larrosa sobre experiência, apontando como esta prática estética se volta às realidades acústicas locais. Discute-se a eminente necessidade de formarmos sujeitos de experiência, sensíveis e engajados com seu entorno, principalmente ao seu mundo acústico. Apresenta - se, por fim, os processos criativos e de escuta vividos na paisa gem rural, vinculados às experiências acústicas, filosóficas e artísticas que estiveram estreitamente conectados à Educação Ambiental.

Publicado em dezembro de 2021.

Revisitações ao Espaço Específico: Vínculos existentes entre obra e paisagem sonora

A literatura atual necessita de estudos que apontem com clareza as formas as quais um espaço específico à céu aberto pode contribuir intimamente para a composição da estrutura de uma instalação sonora. Este artigo propõe divulgar as metodologias de revisitação e vinculação, cujas funções salientaram as relações existentes entre composição musical e espaço específico. Recorrendo à literatura que aborda temas ligados à composição musical, paisagem sonora e trabalhos direcionados à performances para espaços específicos, a metodologia de revisitação estruturou em quatro performances a instalação sonora “Saving Shapes” (2016-2018), vinculando-a ao seu espaço acolhedor durante um ano e caracterizando cada performance, simultaneamente evitando recursos de repetição. Neste caso específico, durante o processo de composição para um espaço aberto escolhido na Ilha dos Marinheiros, Rio Grande – RS, foram realizados diferentes soundwalks, cuja perspectiva foi a escuta e a interação com os elementos que se transformavam na paisagem sonora.

Publicado em novembro de 2018.

Experiências a partir da música ubíqua: processos criativos e proposições para a escola através de dispositivos móveis

O presente artigo traz duas experiências de composição musical a partir de dispositivos móveis, tidos inicialmente como proposta independente de alunos do Curso de Licenciatura em Música da UFPA e, logo em seguida, enquanto uma das propostas artísticas, pedagógicas e investigativas do Grupo de Pesquisa Arte Sonora: Estudos dos Processos Criativos, Instalativos e em Paisagem Sonora e do Projeto de Extensão Mosaico: Arte, Música e Paisagem Sonora na Escola - 2ª ed.. Enquanto grupo de pesquisa, realizamos uma revisão bibliográfica nos últimos 5 anos que contempla tópicos acerca de música ubíqua. Autores como Damián Keller (2014; 2018), Maria Helena Lima (2018) e Flávio Schiavoni e Paulo Cançado (2018) foram centrais para essa pesquisa, pois apresentam o conceito de música ubíqua em suas publicações recentes. Em fevereiro de 2022, o Grupo de Pesquisa mencionado deu início às práticas musicais e composicionais com smartphones, onde foram realizadas performances e gravações utilizando dispositivos móveis e dispositivos móveis somados aos instrumentos convencionais, direcionando possibilidades pedagógicas com a utilização desses dispositivos. Desse modo, apresentamos como se deram essas experiências de performance e produção, considerando aspectos estéticos e formais envolvidos por processos de improvisação. A somar-se, discutiremos a crescente demanda de trabalho em Estações de Trabalho em Áudio Digital a partir de dispositivos móveis, apresentando as principais razões que motivam os alunos na autoprodução em home studios. Por fim, traremos algumas reflexões que consideram possibilidades artísticas e pedagógicas na utilização de dispositivos móveis em sala de aula, citando jogos e aplicativos anteriormente utilizados por membros do grupo de pesquisa.

Aceito para publicação em agosto de 2022.